Tipos de fluído de arrefecimento

Arrefecimento. Essa palavra tem um significado muito próprio e extremamente importante quando falamos dos motores refrigerados a água. Um descuido quanto a esse item pode levá-lo a graves problemas de funcionamento e grandes prejuízos financeiros.

Antes de abordar o tema em sua totalidade vale ressaltar que existem basicamente dois tipos de motores: os arrefecidos a água e os arrefecido a ar. Nesse segundo tipo é importante salientar que o ar como elemento tem um papel essencial, porém o óleo e sua boa circulação e na sua viscosidade correta é um elemento crucial para a refrigeração adequada.

Já falamos aqui no artigo sobre cores dos fluidos de arrefecimento da importância de um produto de qualidade para proteger o motor e aumentar sua vida útil. Como foi falado na ocasião as cores servem apenas para identificar marcas diferentes, mas as especificações técnicas é que são o elemento mais importante.

Uma dica muito importante é a verificação rotineira de alguns itens do seu automóvel. Vale a pena reservar alguns minutos na semana ou final de semana para esse pequeno checklist que ajuda a prolongar a saúde de um motor e seus componentes.

Aqui estão alguns itens importantes que devem ser verificados semanalmente: nível do óleo, pressão dos pneus e o nível do líquido de arrefecimento. O primeiro pode ser visto através da vareta de óleo ou pelas centrais multimidias em veículos mais modernos. Em vários carros premium essa verificação é feita pelo próprio computador de bordo e alguns deles não possuem mais a vareta, como é o caso de alguns modelos da Audi e BMW.

Sobre o arrefecimento, o tema deste artigo, a verificação é ainda mais simples e visual. Há mais de 40 anos os carros receberam um pequeno vaso de expansão do radiador. Isso facilitou bastante a checagem desse item, que normalmente não oscila em termos de perda de líquido. A não ser que haja algum problema ou vazamento.

Fluido de arrefecimento é tudo igual? Não, aqui cabe uma explicação que pode diferenciar e, sem dúvida nenhuma, proteger a vida útil de um motor. Atualmente existem muitos propulsores com bloco de alumínio. Nesse caso o fluido indicado é de um tipo. Já para os blocos de ferro é de outro tipo.

Mas qual fluido de arrefecimento devo usar no meu carro? Basicamente existes três tipos, os orgânicos, orgânicos híbridos e inorgânicos. As diferenças entre eles levam em conta elementos em sua composição. As diferenças citadas dizem respeito a quilometragem indicada para troca, bastante diferente.

No caso dos inorgânicos, por exemplo, as trocas são indicadas a cada 50.000 km rodados. Isto porque a sua composição traz elementos que protegem o sistema e garantem seu funcionamento até determinadas temperaturas. Porém com uma vida útil menor. Após esse prazo a sua coloração muda sensivelmente e a sua eficiência também.

Já os orgânicos tem em sua composição elementos mais resistentes. Isso fica claro com o tempo indicado para troca, sempre acima dos 200.000 km. Dessa forma a sua efetividade é prolongada e a proteção permanece por mais tempo.

Outra questão muito importante, essencial até, é o contexto onde o veículo será utilizado. Por essa razão existem tipos de fluídos de arrefecimento distintos que protegem contra congelamento ou, ao contrário, uma ebulição muito rápida, se estiver em um local com temperatura elevada.

O mais importante é seguir o manual de instruções do veículo e utilizar produtos dentro das especificações recomendadas pelos fabricantes. Além disso escolher uma linha de qualidade e que tenha diferenciais em tecnologia no seu desenvolvimento.

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