Importância da troca preventiva dos fluidos do câmbio automático

Durante muitos anos a transmissão automática sofreu um estigma do consumidor brasileiro. Durante as décadas de 70 e 80, até mesmo nos anos 90, a ideia de ter um carro com esse tipo de câmbio aterrorizava algumas pessoas.

Em alguns casos o receio era por conta da manutenção. De fato, com as importações fechadas no Brasil no período compreendido entre 1976 e 1990, ficamos ilhados em relação ao desenvolvimento automotivo do restante do planeta. Nesse caso o receio fazia sentido.

Mas havia uma outra razão que era voltada ao preconceito. Se dizia na época que o veículo equipado com cambio automático era algo utilizado apenas por pessoas que tinham necessidade especiais e não podiam fazer as trocas no modo convencional com a embreagem.

Isso soa de maneira até curiosa, visto que esse tipo de transmissão do modo como conhecemos hoje e que sofreria modificações e aperfeiçoamentos durante o decorrer dos anos, foi criada por dois engenheiros brasileiros no final da década de 20. Já falamos sobre isso aqui no blog. Eles requereram a patente nos Estados Unidos em 1932.

Vários modelos de transmissão foram utilizados nesta fase de evolução dos automóveis. Inicialmente começamos com as manuais e de caixa seca, que recebeu esse nome pois não tinha anéis sincronizadores, o que exigia habilidade dos motoristas. Apesar do nome sugestivo elas traziam lubrificação.

A primeira caixa de câmbio automática que se tem notícia é de 1904. O sistema bastante primário utilizava pesos para a troca de marchas, com duas velocidades. Muitas vezes ao passar em buracos esses pesos sofriam algum tipo de problema e causavam erros na transmissão. Mas ela foi muito importante para novas ideias.

E quando fazer a manutenção do câmbio automático? Qual o melhor período para fazer a troca de fluido? Essa pergunta divide especialistas. Antigamente a troca era indicada por tempo ou quilometragem e algo bastante corriqueiro nas concessionárias.

Atualmente várias marcas evidenciam a necessidade da troca do fluido a cada 160 mil quilômetros. Levando-se em conta a evolução dos produtos e materiais, com destaque para sintéticos, essa afirmação tem uma grande lógica, tecnicamente falando.

Porém uma grande parte dos profissionais da área ainda defende a troca, visto que um veículo não poderia permanecer todo seu tempo de vida útil com o mesmo fluido original. Outra questão importante é também a troca do filtro de óleo do cambio automático, quando possível e no tempo correto.

Esse componente tem uma grande importância, pois retém qualquer tipo de impureza produzida através do funcionamento da transmissão. É importante lembrar que as engrenagens e embreagens acabam produzindo algum tipo de resíduo, que é filtrado por esta peça.

E diz o ditado o que é “melhor prevenir do que remediar”. De maneira geral a indicação mais plausível e que seja feita a troca, seja por quilometragem recomendada ou em um período de cinco anos. Outra questão, e aí a troca deve ser feita imediatamente, é se começarem a ocorrer quaisquer tipos de problemas ou trancos durante a passagem das marchas.

Dessa forma o sistema permanecerá devidamente lubrificado, garantindo o seu funcionamento de madeira Lisa, precisa e eficiente. Afinal, sabemos que hoje em dia as transmissões automáticas são sinônimo de conforto e merecem toda a nossa atenção na hora da manutenção preventiva.

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